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quarta-feira, 11 de junho de 2008

É a hora em que dentre as ramagens... - Lord Byron

É a hora em que dentre as ramagens
Roxinóis cantam nênias sentidas;
É a hora em que juras de amores
Soam doces nas vozes tremidas,
E auras brandas e as águas vizinhas
Cada flor à noitinha de leve
Com o orvalho se inclina tremente,
E se encontram nos ceus as estrelas,
São as águas d´azul mais escuro,
Têm mais negras as cores as folhas,
Desse escuro o céu vai-se envolvendo
Docemente tão negro e tão puro
Que o dia acompanha-nas nuvens morrendo,
Qual finda o crepúsculo - a Lua nascendo.

-Anunciando a aproximação do solsticio de inverno; faltam dez dias.-

domingo, 6 de janeiro de 2008

O estrangeiro (Lord Byron)

-"Acudiste ao reclamo, ó nobre velho!
De Alan vejo, porém, tremer a destra.
Eia! Do irmão morto bebe à memória!
Com o pulso mais seguro ergue essa taça!"

O rubor, que tingia as faces d´Alan,
Em lividez medonha converteu-se;
Gélidas bagas de um suro de morte
Por todo o corpo seu, a flux, escorrem.

Ergue, três vezes, o espumante copo,
Que não consegue aproximar dos lábios,
Pois viu, três vezes, do estrangeiro os olhos
Em cólera mortal nos seus cravados.