terça-feira, 4 de novembro de 2008

Exténué!

(Tosses secas)

Ah! Quão feliz não é o homem que do fruto de seu labor tem o seu deleite, quão vil não é o homem que para lucrar não extingüe tal prazer... Assim o é, assim o somos, a humanidade perdida sem sonhos, perdida em devaneios insanos, onde a glória da conquista foi perdida pela vulgar aquisição, não se galanteia mais apenas se exibe, carros, extratos.

Somo hoje todos meros pedaços ambulantes do que poderiamos ser, mesmo eu que tanto me questiono, mesmo eu que tanto me condeno estou preso ao fato de ter de ser alguém sem poder

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"Ma Princesse..."


Ah, a minha princesa enfim... Há eras não nos encontramos, tão raros os momentos que podemos ter um com outro.
Horários, compromissos, regras e mais regras, limites meros limites a verdade a única coisa que importa o real orgasmo transcendente, inconsequente, inteligente... Como minha mente pulsa ao som de sua voz quase impubere, suas letras maduras...
"Pois é Félix, ela vem... Vem faminta, sedenta, atropelando tudo e todos para se conter diante de mim..."
Uma verdadeira explosão, contida em gestos, olhares, provocações. Tudo se torna mais belo...
O atraso, os movimentos suaves, os olhares indiretos, em cada detalhe ela se esmera, sabe que eu noto, sabe que eu olho, sabe que eu exijo.
Me pergunta por que me escondo dela, mas não, não me escondo dela, me escondo para ela, sou dela essa é a verdade, me cobrir em trevas e folhagens não torna o predador invisivel a sua presa, a verdade é que se torna irresistivel, impossivel de não se prender o olhar, admirar em um misto insano de terror e admiração.
Mas meu caro Fiodor diria:
Eu sumo de você?! Eu não respiro mais!! Não consigo nem me ver no espelho!! Ah!
Se me escondo motivos tenho, mas não... tudo que posso ver não esta ao alcance de minhas mãos... Sinto-me envergonhado minha menina, temo não te acompanhar em mais nenhum assunto, temo ter me tornado mais um de tantos, mediocres e fugazes a vagar e simplesmente vagar pela existência!
Meu nariz sozinho teria melhor sorte! (Aqui temos a eterna influência de Gógol)
Sinto estar perdendo a minha vida, aos poucos... Ah!! Morda-me para me acordar, me trazer de volta a razão! Me arranque desse pesadelo!
Entretanto nada digo, avanço suspiro a suspiro, olhar a olhar até que tudo se perde e se mistura em uma obra aos leigos confusa...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Frase do mês - Setembro

Mariana: "Lee, você é um cafageste CULT."
Dentro do contexto e salvando as devidas proporções tal definição foi dada por alguém que me conhece a pouco tempo e que conhece a obra de Moliere e ainda venera Casa Nova, tal figura em um momento de definições me enquadrou, me definiu, me configurou (de acordo com o seu livre pensamento e julgamento) como um cafageste CULT, justificando nos argumentos de que não era o cafageste tipico, tão pouco o vulgar, não seria como Don Juan que é agressivo e quase grosseiro porém não alcançava os nives de segurança do Casa Nova, criando-se assim a necessidade de se designar um termo novo, termo este supra descrito.

domingo, 28 de setembro de 2008

Ah! Raios! Mas que diabos! Maldita seja! A sua vida antes da minha!

Enfim eis que novamente me encontro no maior dilema de minha vida... Jogo ou não jogo este copo daqui de cima!?

Vidas?! Mas que vidas?! Miseraveis em sua totalidade, mediocricidade, hipocriscidade, tenho de inventar palavras para tais ignonimias verdade seja dita! Ug!

Neologismos consoantes a tais corpos em movimento, perdidos em uma existência precária, sem arte, sem a cruel verdade...

"VOCÊS SÃO TODOS IMPRESTÁVEIS!"

De que adianta gritar a estes miseráveis? De nada vale, ainda mais com esse maldito vidro duplo... alias, bendito, assim pelo menos não escuto as podridões

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


Esta noite... a Morte se deitou comigo, cantou longos contos, doces relatos de um longinquo passado. Eis que me encontro ao lado da Morte, assim, deitado.Ela me acaricia, me enebria, me vicia em seu hálito fresco, suas caricias lascivas, me chama, me ama...Me toma em seus labios, suave e docemente, tão suave quanto uma fera pode ser. Uma voraz trigresa me devora, me olha de baixo e me convida.Ao inferno novamente quis descer, para talvez descobrir... Onde me perdi...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vita...


Ah! Ouço o pranto dessa massa de pixe que borbulha, grita, emite gases fétidos, colore o ar que respira!
Veja como eles gritam por socorro, calados subimissos a uma ordem que desconhecem, uma ordem falida, precária, frágil, mantida pela desordem controlada de um Direito descreditado.
Hum, a podridão do ser em meio ao seus iguais.
A vida! A vida! Viva a vida incompreendida, doentia!
Olha-la, daqui de cima, de meu 17º andar dá me uma perspectiva sem igual, uma compreensão fenomenal, onde toda a ciência faz sentido em seu método.
Vejam os físicos que da matéria, dura concreta entendem a quimica por tras dela, da quimica partem para a fisioquimica, desta encontram o atómo, compreendem suas particulas e aceleram destruindo-as para melhor entende-las.
Juristas! Com um ou dois lances de teclas, um de caneta e pimba! Eis que jaz mais uma centena de vidas, politicos experimentam teorias, respondem à mídia e não a vida! (Gargalhadas insandecidas)
Ah! Como é bela a vida! Quão compreensivel ela não fica, depois que se estrangula um espécime para estudarmos. Não é assim? A partir do fim, até o seu inicio, no inicio entender seu desenvolvimento, sua concepção... e para tudo isso temos respostas em seu fim.
"De repente... Não sei por que, mas me deu uma vontade de matar..."
Félix atras de seu novelo de lã, algo tão simples ao mesmo tão estimulante...

"Mais um copo de wisky não vai me matar... Que pena!"

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Fleur

Ah! Foi-se o tempo das flores.
Foi-se o tempo das ramagens, da coragem, da liberdade... Vivemos presos a um vício doentio, nos consumimos...
A hora passa, o minuto passa, mas o segundo se prende, impregna, intoxica a mente a carne com seu fétido teor... O segundo que meus olhos cruzam com os teus... Não imaginas quanto desprezo por ti guardo!
Olho nos olhos...
"Ah, Luiza..."
Arte imita a vida, a vida se condensa na arte, mas eis que esta parte, se desprende da podridão do ser, se liberta da expressão ignóbil que é a existência humana e, então, transende... Uh.
"Félix, tenho de parar de me encarar por tanto tempo no vidro da janela..."
Quão não é tentador lançar este copo de wisky na cabeça de um ente qualquer, um transeunte mediocre que ri de si, ri dos outros, ri de feliz... Ri de uma felicidade fugaz, sem conteudo, sem razão.
"Fugaz..."
Ah! De que adianta? De nada valem esses seres que se dizem 'humanos'.